Quais os horários e ingressos do Museu da Língua Portuguesa

Com a inauguração no dia 31 de julho, o Viajar é Vida mostra quais os horários e ingressos do Museu da Língua Portuguesa. A unidade esteve fechada desde 2015, quando um incêndio destruiu praticamente todo o prédio. Um dos primeiros museus totalmente dedicados a um idioma, instalado na cidade com o maior número de falantes de português no mundo, o Museu da Língua Portuguesa celebra a língua como elemento fundador da nossa cultura. Por meio de experiências interativas, conteúdo audiovisual e ambientes imersivos, o visitante é conduzido a um mergulho na história e na diversidade do idioma falado por 261 milhões de pessoas em todo o planeta.

A reconstrução do Museu da Língua Portuguesa é uma iniciativa do Governo do Estado de São Paulo em parceria com a Fundação Roberto Marinho e tem como patrocinador máster a EDP; como patrocinadores Grupo Globo, Grupo Itaú e Sabesp; e apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e do Governo Federal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. O ID Brasil Cultura, Educação e Esporte é a organização social responsável pela sua gestão.

Depois da cerimônia de inauguração que será mostrada ao vivo pelas redes sociais do museu, o local será aberto ao público com restrições relacionadas à Covid-19. Os ingressos poderão ser adquiridos exclusivamente pela internet, com dia e hora marcados, e a capacidade de público está restrita a 40 pessoas a cada 45 minutos. Os visitantes receberão chaveiros touchscreen para evitar toque nas telas interativas.

Quais os horários e ingressos do Museu da Língua Portuguesa
Foto: Museu da Língua Portuguesa/Facebook

Quais os horários e ingressos do Museu da Língua Portuguesa

Os ingressos estão sendo vendidos exclusivamente por este site. O agendamento prévio é por medida de segurança em relação à pandemia. O funcionamento é o seguinte:

De terça a domingo, das 9h às 16h30min (com permanência permitida até 18h). A entrada é mediante compra ou emissão antecipada de ingressos. O valor do ingresso é R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Aos sábados existe a possibilidade de visitação gratuita, mas com ingressos muitos limitados. Então, é preciso tentar agendar pelo site com bastante antecedência. Fique atento às regras de meia entrada e política de segurança em relação à Covid.

Se você está interessado, vale destacar que o conteúdo do Museu da Língua Portuguesa foi atualizado e trará novidades. Na exposição de longa duração, haverá experiências inéditas e outras anteriormente existentes, que marcaram o público em seus 10 anos de funcionamento (2006-2015). Entre as novas instalações estão “Línguas do Mundo”, que destaca 23 das mais de 7 mil línguas faladas hoje no mundo; “Falares”, que traz os diferentes sotaques e expressões do idioma no Brasil; e “Nós da Língua Portuguesa”, que apresenta a língua portuguesa no mundo, com os laços, embaraços e a diversidade cultural da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Continuam no acervo as principais experiências, como a instalação “Palavras Cruzadas”, que mostra as línguas que influenciaram o português no Brasil; e a “Praça da Língua”, espécie de ‘planetário do idioma’ que homenageia a língua portuguesa escrita, falada e cantada, em um espetáculo imersivo de som e luz.

Já a exposição temporária de reabertura do Museu, “Língua Solta”, traz a língua portuguesa em seus amplos e diversos desdobramentos na arte e no cotidiano. Com curadoria de Fabiana Moraes e Moacir dos Anjos, a mostra conecta a arte à política, à vida em sociedade, às práticas do cotidiano, às formas de protesto e de religião, em objetos sempre ancorados no uso da língua portuguesa. O espaço foi pensado com recursos de acessibilidade física e de conteúdo.

Quais os horários e ingressos do Museu da Língua Portuguesa
Foto: Museu da Língua Portuguesa/Facebook

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Novo terraço e reforço de segurança contra incêndio

Um dos principais prédios históricos de São Paulo, marco do desenvolvimento da cidade e querido por toda a população, a Estação da Luz tem uma importância simbólica única: foi uma das portas de entrada para milhares de imigrantes que chegavam ao Brasil. Era lá que eles, depois de desembarcarem dos navios em Santos, tinham o primeiro contato com a língua portuguesa.

Com a recuperação arquitetônica e readequação de seus espaços internos, o museu manteve os conceitos do projeto de intervenção original – assinado pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha e seu filho Pedro, em 2006 ­ e ganhou aperfeiçoamentos. No térreo, o museu abre-se à estação, reforçando sua comunicação com a cidade. Nos andares superiores, espaços foram otimizados, novos materiais foram introduzidos e o museu ganhou mais salas para suas instalações. E no terceiro piso haverá um terraço com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio. Este espaço homenageará o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, que morreu este ano. A nova versão foi concebida por Pedro Mendes da Rocha e desenvolvida nas etapas de pré-executivo e projeto executivo pela Metrópole Arquitetura, sob coordenação de Ana Paula Pontes e Anna Helena Villela.

A reconstrução também incorpora melhorias de infraestrutura e segurança, especialmente contra incêndios, que superam as exigências do Corpo de Bombeiros. Entre as novas medidas, está a instalação de chuveiros automáticos para reforçar o sistema de segurança contra incêndio. No caso do Museu, eles não são uma exigência legal, mas foi uma recomendação dos bombeiros acatada para trazer mais segurança para o projeto.

Novo terraço e reforço de segurança contra incêndio
Foto: Museu da Língua Portuguesa/Facebook

Quais os horários e ingressos do Museu da Língua Portuguesa e os aspectos de sustentabilidade da nova obra

O museu também será reaberto com certificação ambiental. As diretrizes de sustentabilidade pautaram toda a obra, e o Museu obteve o selo LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) — um dos mais importantes do mundo na área de construções sustentáveis — na categoria Silver. Entre as medidas estão a adoção de técnicas para economia de energia na operação do museu; a gestão de resíduos durante as obras; e a utilização de madeira que atende às exigências de sustentabilidade (certificada e de demolição) em todo o Museu.

Cerca de 85% da madeira necessária para a recuperação das esquadrias foram utilizados do próprio material já existente no edifício, com a reutilização de madeira da cobertura original, datada de 1946. Já na construção da nova cobertura, foram empregadas 89 toneladas (67 m³) de madeira certificada proveniente da Amazônia.

Os recursos necessários para a reconstrução do Museu da Língua Portuguesa foram de R$ 85,8 milhões – a maior parte do valor é proveniente de parceria com a iniciativa privada via lei federal de incentivo à cultura e indenização do seguro contra incêndio.


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