Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa

Portugal encabeçará esta novidade a partir de 2022 e, com isso, Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa. Três ativistas da comunidade (sendo dois brasileiros e um português), se uniram para colocar em prática este projeto do Museu Lusófono da Diversidade Sexual.

Franco Reinaudo é o diretor do Museu da Diversidade Sexual, entidade governamental que fica em São Paulo; Stevan Lekitsch, também brasileiro e proprietário de um museu em Portugal; e António Serzedelo, criador de um dos monumentos LGBTs da cidade de Lisboa são os nomes por trás da novidade.

A ideia é contar a história, o presente e o futuro dos nove países lusófonos em relação aos direitos e conquistas da população LGBT: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Apesar do espaço físico, o que os organizadores querem é fazer exposições itinerantes entre os países que falam a língua portuguesa e somam mais de 267 milhões de habitantes.

Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa
Foto: Max Plieske/Pixabay 

“Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa”

Perspectiva é de um museu muito informativo e com interatividade

Se for aplicada a porcentagem sugerida por Alfred Kinsey, de 10% da população como parte integrante da comunidade LGBTQIA+, o museu teria um público-alvo inicial de no mínimo 26 milhões de pessoas. Mas há que se levar em conta ainda os estudiosos, pesquisadores, interessados em sexualidade, curiosos e o público simpatizante da causa. Segundo a mídia especializada, o projeto inicial mostra salas baseadas nas cores da bandeira LGBT e uma linha do tempo da comunidade nos 9 países, relembrando os maus momentos, reforçando as conquistas e informando as melhorias que estão por vir no horizonte.

Museu Lusófono da Diversidade Sexual terá muita informação, gráficos e também interatividade, buscando elementos da nova museologia para atrair ainda mais a atenção da comunidade.

“Quanto mais forte a experiência e as sensações, melhor e em maior quantidade é gravada a informação no cérebro”, afirma Stevan Lekitsch aos meios de comunicação.

Perspectiva é de um museu muito informativo e com interatividade
Foto: naeim a/Pixabay  

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Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa: primeiros passos

Até a abertura o trabalho será o de criar um centro de documentação para começar a angariar documentos, publicações, periódicos, fotos e todo o tipo de documentação da comunidade LGBT dos nove países. O passo seguinte será a digitalização do material. “Quando fizemos o Museu da Diversidade de São Paulo, recolhemos acervos de várias pessoas, já falecidas ou vivas, e começamos a catalogar e digitalizar tudo o que aparecia na nossa mão. Esse é um ponto fundamental”, complementa Franco à Revista Paulista.

Museus similares no mundo como o o Museu e Arquivo Histórico LGBT de São Francisco (EUA), que é um dos maiores do gênero no planeta, possui mais de 1.100 metros lineares de arquivos, que incluem mais de 900 coleções com documentos pessoais, registros organizacionais, periódicos, histórias orais, fotografias, gravações audiovisuais, coisas efêmeras, artefatos e obras de arte.

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Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa: primeiros passos
Foto: Jasmin Sessler/Pixabay

Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa: outros museus LGBTQIA+ no mundo

  • Lisboa está percorrendo um caminho importante e outras cidades já iniciaram uma jornada. Com isso, já possuem estruturas para documentar, apresentar e discutir o tema LGBTQIA+. É o caso do Tucson  Gay Museum: um dos primeiros museus do gênero no mundo, localizado no Texas, nos Estados Unidos. Foi fundado em 1967 e é o primeiro museu LGBTQIA+ totalmente virtual do planeta.
  • O Museu Travesti é talvez o único da história a dedicar espaço totalmente à memória das pessoas travestis. Tony Boita, do site Memorial LGBTQ comenta que este espaço foi criado e idealizado por Giusepe Campuzano, podendo ser encontrado no site algumas de suas entrevistas e performances.
  • Também nos Estados Unidos, na cidade de Chicago, o Leather Archives & Museum não deixa de lado o debate em relação aos direitos LGBTQIA+, porém traz uma abordagem um pouco mais sexualizada, falando do sexo propriamente dito, BDSM, fetiche e o couro. É preciso ter 18 anos ou mais para conhecer.
  • Com obras homoeróticas produzidas pelo importante cartunista Tom Of Finland, a Tom Of Finland Foundation, promove exposições temporárias e itinerantes no mundo inteiro. Ela se dedica a proteger, preservar e promover as artes eróticas há três décadas e meia. A entidade funciona em Los Angeles, na Califórnia.
  • O GLBT Historical Society Museum fica no Bairro de Castro, em San Francisco, e é o primeiro museu independente da história e cultura gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros nos Estados Unidos. Ele celebra o vasto passado queer de San Francisco por meio de exibições e programação dinâmicas e surpreendentes. Aberto desde janeiro de 2011, o museu mostra a profundidade e amplitude dos arquivos da Sociedade Histórica GLBT, demonstra a importância da história queer para o público e monta exposições abrangentes com ênfase na diversidade e justiça social.
Lisboa terá Museu LGBTQIA+ dos países de língua portuguesa: outros museus LGBTQIA+ no mundo
Foto: Nhat Nguyen/Pixabay 

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