O que muda nas viagens com o coronavírus?

*Informações atualizadas em 18/3/20

O vírus natural da China está se espalhando em velocidade alarmante pelo mundo. Atualmente, o coronavírus (Covid-19) dispensa introduções, sendo o tópico de todas as conversas e debates do momento, afetando especialmente quem estava com viagens marcadas. Então, o que muda nas viagens com o coronavírus?

Com centenas de milhares de casos confirmados e já presente em 159 países do globo, foi considerado pandêmico no dia 11 de março de 2020. Alguns com forte incidência, outros com pouca; o medo e o rápido alastramento da doença forçaram países a tomarem medidas drásticas para frear sua difusão. A pergunta é: quais as medidas o resto do mundo está tomando para retardar o alastre desse vírus?

O que muda nas viagens com o coronavírus?”

Países estão fechando fronteiras contra o coronavírus

Uma das principais medidas adotadas para frear esse o alto índice de incidência do coronavírus foi a de fechar as fronteiras. Até agora, foram mais de 13 países a resguardarem seu território e sua população do vírus desenfreado. Confira a seguir alguns deles e se estava nos seus planos viajar para algum desses destinos, fique atento e converse com agências de viagem, companhias aéreas, hotéis e prestadores de serviços envolvidos.

Argentina: A Argentina teve sua fronteira fechada por ordens do presidente Alberto Fernández como precaução da pandemia. Entretanto, até o fechamento deste texto, há somente dois óbitos no país e 56 casos do coronavírus.

Bolívia: Sob ordens do presidente do país, foi proibida a entrada de estrangeiros vindos da China, Coreia, Itália e Espanha desde o dia 13 de março.

Foto: Pixabay

Chile  : Outro a adotar medidas de prevenção contra a Covid-19 foi o Chile, ordenando que turistas vindos de países com focos da doença ficassem em quarentena por 14 dias após a chegada.

Colômbia: O governo colombiano resolveu decretar estado de emergência sanitária até o dia 30 de março, fechando também a fronteira com a Venezuela, sua vizinha, e países da Europa e Ásia.

 Equador: O país se encontra atualmente em Emergência de Saúde em razão do coronavírus e, por isso, pede para que turistas vindos dos maiores focos da doença (Espanha, Itália, Irã, França, Coréia do Sul e duas províncias da China-Hubei e Cantão) fiquem isolados por 14 dias. Assim como no Brasil, aulas e eventos estão sendo cancelados ou adiados no país.

Paraguai: Os voos para o Paraguai até o dia 26 de março estão cancelados em razão da Covid-19. As fronteiras também se encontram parcialmente fechadas até segunda ordem, a fim de evitar a circulação do novo vírus.

UruguaiAlém da quarentena obrigatória de passageiros vindos de países de risco, o governo uruguaio proibiu o desembarque de passageiros e tripulantes de cruzeiros.

México: O vizinho dos Estados Unidos resolveu implementar uma triagem de passageiros vindos de voos e cruzeiros internacionais. Aqueles que apresentarem sintomas da Covid-19 serão submetidos a duas semanas de isolamento.

Foto: Pixabay

Canadá: A América do Norte também sofre com a pandemia. O primeiro-ministro, Justin Trudeau, divulgou o fechamento das fronteiras do país para estrangeiros, exceto para cidadãos americanos e estrangeiros residentes. Além disso, a quarentena voluntária dos cidadãos foi recomendada.

União Europeia: O parlamento europeu também implantou fortes medidas para retardar a difusão do novo vírus. Foi anunciado que será proibida a entrada de pessoas na zona Schengen (formada por 22 dos 27 países, além da Islândia, Noruega, Suíça e Lichtenstein. Reino Unido e Irlanda não fazem parte) por 30 dias.

A Europa possui dois dos países com maior foco do coronavírus: Itália e Espanha. Ambas se encontram em estado de emergência e adotaram medidas rígidas para a contenção e o melhor atendimento dos casos da população.

China: A “terra natal” do vírus global ainda sofre com seus efeitos. A China está adotando medidas restritivas com passageiros que desembarcam no aeroporto da capital afim de barrar o aumento do número de casos importados na Covid-19. Caso algum sintoma seja reconhecido, 14 dias de quarentena serão obrigatórios.

O andamento das ações no combate ao coronavírus no Brasil

Apesar de ainda não haver medidas com o intuito de limitar a entrada de estrangeiros no território, o governo brasileiro instaurou um plano preventivo. Com isso, os serviços com atendimentos presenciais, como a emissão de passaportes e de regulamentação migratória de imigrantes foram suspensos até segunda ordem. Segundo a divulgação, serão abertas exceções somente aos casos de extrema necessidade.

Enquanto a suspenção perdurar, serão realizados apenas o processamento dos pedidos da emissão de passaporte para pessoas com viagem devidamente comprovada nos próximos dias. Essa comprovação deverá ser avaliada por uma autoridade policial.

Especialistas explicam a importância da prevenção em relação ao coronavírus

É importante que esses métodos de prevenção sejam implantados para que haja hospitais e leitos para todos os afetados. No momento, o objetivo dos governos e hospitais é que o surto do vírus não seja geral, e sim gradativo, para que todos possam ser atendidos devidamente.

De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde atualizadas até esta terça-feira (17/3), os principais países afetados pelo Covid-19 até agora são: China, Itália, Irã, Espanha, República da Coréia, França, Alemanha, Estados Unidos, Suíça e Reino Unido.

O que dizem as companhias aéreas e o que muda nas viagens com o coronavírus

Desde o início do surto Covid-19 as empresas aéreas foram as mais afetadas pela pandemia. Foram diversos voos foram cancelados e, somado ao aumento exponencial do vírus, as companhias se pronunciaram sobre o futuro dos voos internacionais.

Latam: A companhia divulgou em seu site que reduziria suas operações em 70%, que corresponde a uma redução de 90% dos voos internacionais e 40% de operações domésticas devido ao fechamento de fronteiras de vários países e consequente baixa demanda. A companhia informa que os passageiros que tenham voos nacionais ou internacionais afetados por conta do coronavírus podem reagendar o voo gratuitamente até 31 de dezembro de 2020. Quem desejar solicitar o reembolso, estará sujeito às regras da tarifa adquirida.

Foto: Latam

Azul: Passageiros com voos domésticos marcados até 30 de setembro de 2020 poderão cancelar ou alterar o voo. Não terá custo para o cancelamento de reserva e o valor ficará como crédito para comprar por até um ano a partir da data da emissão do bilhete cancelado. Para a alteração, haverá cobrança de diferença tarifária, se houver.

Foto: Azul

“O que muda nas viagens com o coronavírus?”

Gol: A Gol não ficou de fora dos pronunciamentos: anunciou a alteração na política de remarcação e cancelamento de viagens nacionais e internacionais válida para voos até 14 de maio de 2020. As viagens poderão ser canceladas, mas o valor será restituído em forma de créditos para voos futuros, que devem ser utilizados em um ano a partir da data da compra. É possível remarcar a data da viagem para qualquer período dentro de 330 dias, a contar da data da compra. Os clientes não precisam pagar taxa de remarcação, apenas a diferença de tarifas, caso exista.

Caso o cliente queira cancelar a viagem e ser reembolsado, estará sujeito a uma taxa, dependendo da regra da tarifa escolhida.A Gol também decidiu cortar sua capacidade total de voos entre 60% e 70% até meados de junho, em resposta à queda da demanda registrada nas últimas semanas disparada pelo pânico em torno da pandemia de coronavírus.

Foto: Gol

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