Revelações sobre a primeira viagem internacional

Quem traz as revelações sobre a primeira viagem internacional é a profissional em Comércio Exterior Paula Pierrot.

Há muito tempo tinha vontade de fazer uma viagem internacional e após longas conversas surgiu a ideia de ir para Argentina conhecer a capital, Buenos Aires, e Bariloche nas festas de final de ano (Natal e Ano Novo). Após muitas pesquisas, finalmente criamos coragem e compramos a passagem de Floripa para Buenos Aires. Foi meio que por impulso! Os outros detalhes como: solicitar férias, comprar a passagem para Bariloche, comprar dólares, reservar hotel, deixamos para resolver conforme a viagem ia se aproximando.

Acabamos que a passagem para Bariloche compramos na última hora, o que por um lado foi bom pois a companhia aérea que íamos a Buenos Aires mudou várias vezes os horários até o dia do nosso voo original.

A gente precisa ser sincera e dar todos os detalhes, as revelações sobre a primeira viagem internacional, certo? Pois bem: no dia 25/12, em pleno Natal, começou a nossa aventura. Sim, tivemos vários perrengues! Seguíamos para o aeroporto de Florianópolis de carro, quando estávamos na metade do caminho um amigo que viajaria conosco lembrou que esqueceu os dólares em casa. Que luta! Coitado quase foi jogado para fora do carro. A vantagem é que saímos cedo e a motorista era quase um piloto de fuga, então conseguimos voltar e chegar no aeroporto a tempo de pegar o voo. (Aprendemos a lição de sempre sair mais cedo de casa e fazer uma lista de coisas para não esquecer, assim dá tempo de resolver qualquer contratempo).

Embarcamos em Florianópolis com conexão em Guarulhos e em seguida chegamos a capital da Argentina. Graças a mudanças de horário de voos, tivemos que passar uma noite em Buenos Aires. Após uma noite mal dormida em um hotel que não parecia muito de confiança, pegamos logo cedo o voo pra Bariloche com conexão em Rosário, chegando finalmente no nosso destino próximo ao meio dia.

Revelações sobre a primeira viagem internacional”

Perrengues logo na estreia em viagem para fora do Brasil?!

Quando chegamos ao hotel em Bariloche a nossa reserva havia sido cancelada devido aos atrasos. Por um momento achamos que teríamos que dormir na rua. Depois de muita conversa resolveram o problema. Mas para nossa surpresa esse não foi o único perrengue. Nossa amiga que viajava conosco, ao fazer a imigração com o RG, recebeu o comprovante da imigração com nome de outra pessoa, o que implicou que o hotel solicitasse a correção. Ao tentar resolver o problema fomos alertados que só seria possível quando retornássemos de viagem, no aeroporto de Buenos Aires.

Foto: Pixabay

Após todo esse estresse inicial finalmente conseguimos nos acomodar. Nosso hotel (Três Reyes) era localizado na principal avenida da cidade à beira do lago Nahuel Huapi, achamos ele super aconchegante e com uma vista incrível.

No primeiro dia em Bariloche, após almoçar, fizemos alguns passeios e voltamos para beber no bar do hotel. Entre drinks decidimos alugar um carro para ter mais liberdade e poder curtir mais os passeios. Acredito que tenha sido a decisão mais sábia que fiz durante uma bebedeira, pois os passeios eram distantes e caros.

Em Bariloche, os dias eram longos e o pôr do sol era sempre próximo  das 22 horas então não acordávamos muito cedo e podíamos aproveitar o dia todo sem preocupação com horários. Fomos à cidade de El Bolsón no segundo dia. Ela fica na província de Rio Negro. A viagem até ela leva umas duas horas de carro, infelizmente no dia da visita choveu e não conseguimos aproveitar praticamente nada, ficamos meio frustrados, mas vida que segue.

Tem muita atração, mas faz frio em Bariloche

No nosso terceiro dia conhecemos o Cerro Campanário, teleférico onde é permitida a subida de duas pessoas por vez. O Cerro tem vários mirantes onde é possível ver Bariloche e seus lagos por vários ângulos. Neste dia também visitamos a Cervejaria Patagônia. Sua estrutura conta com um espaço de food truck, plantação de alguns componentes da cerveja e um restaurante onde almoçamos. Sentamos na varanda e podemos apreciar as cervejas produzidas no local, com uma paisagem espetacular. Gostei tanto do lugar e da vista que voltaria, tranquilamente, pelo menos duas vezes na semana para beber cerveja, juro!

Foto: Francisco 365

Tiramos o quarto dia para fazer a famosa Rota 40. Essa rota é conhecida como Sete Lagos (apesar de ter mais). Nosso destino final foi San Martin de Los Andes. Durante todo passeio é possível ver paisagens incríveis, bosques e os principais lagos da rota, no caminho tem a Villa La Angostura. Tanto a Villa quanto San Martin são um charme, super aconchegantes.

Já no quinto dia resolvemos ir ao Cerro Otto onde está localizada a famosa confeitaria giratória e é possível tomar café dando uma volta de 360° enquanto se aprecia a vista. No começo deu um leve enjoo, mas minutos depois você acaba se acostumando. A subida ao Cerro Otto pode ser feita de carro ou teleférico que comportam quatro pessoas por vez, a subida é incrível e dá até um certo medinho para quem não é muito fã de altura, afinal é uma subida de 2.100 metros.

Dica: Mesmo no verão a noite em Bariloche tende a ser fria, não dá para sair sem casaco. Ao andar pelo centrinho é possível ver diversas lojinhas em que se pode comprar lembrancinhas, chocolates. Referente à vida noturna de Bariloche, ela não é muito badalada mais tem vários barzinhos que vivem cheios, optamos por ir ao Manush, um barzinho ao estilo Irlandês, achei um charme e com preços bem acessíveis. Voltamos algumas vezes para jantar nele.

No início sofremos um pouco para se acostumar com a comida em Bariloche, que costuma ser sem sal ou tempero, não tinha muitas opções. Outra dica, as porções são sempre exageradas, servem duas pessoas tranquilamente.

Foto: Daniel Agrelo

No último dia ficamos pelo centro da cidade mesmo, comprando lembrancinhas e chocolate. Passamos a virada no Centro Cívico da cidade. Bariloche fica dentro de uma reserva ambiental, sendo assim, não é permitido a queima de fogos. Embora não tenha o agito, tampouco queima de fogos como estamos acostumados no Brasil, a virada tem seus encantos e o centro fica lotado. Dica: Leve um vinho e faça um piquenique no réveillon. Isso mesmo! É assim que costuma ser. Uma delícia!

Depois do Réveillon tranquilo, partimos para o agito de Buenos Aires

Seguimos para Buenos Aires, onde aproveitaríamos os últimos dias de viagem, algo totalmente diferente da tranquilidade e sossego de Bariloche.

A primeira coisa que fizemos quando chegamos na capital? Ir na imigração fazer com que minha amiga deixasse de se chamar de Sra Gonzaga! Resolvemos o problema facilmente mesmo não entendendo muito bem o espanhol. Se algum dia acontecer esse tipo de perrengue com você, não se desespere.

Com o tempo curto conseguimos visitar alguns dos principais pontos turísticos da cidade,  a Casa Rosada atual sede da presidência, Puente de La Mujer…. Até fomos ao cassino de Buenos Aires, mas sorte no amor e azar no jogo não é mesmo?

Claro que a ida a bares não podia faltar. Referente a isso, fomos ao Hard Rock Café, achei o ambiente meio caidinho e a noite visitamos o bairro Palermo, lá você encontra uma ampla variedade de barzinhos.

Foto: Julian Zapata

Visitamos também a Floralis, uma flor de aço que abre e fecha durante o dia. Fizemos uma visita guiada pelo Cemitério da Recoleta, nele você pode encontrar inúmeras personalidades famosas da Argentina bem como observar a arte nos túmulos. No último dia fomos no Caminito, um bairro com várias casinhas coloridas onde é possível fazer compras nas diversas lojinhas que tem por lá, uma graça. São fortes estas revelações sobre a primeira viagem internacional, não é mesmo? ahahahaha

Por fim, após toda essa viagem cheia de perrengues e lugares incríveis, acabou que tivemos que voltar sozinhas de Buenos Aires, pois nossos amigos haviam comprado passagens separadas. Nosso voo de volta fazia conexão em Guarulhos e por pouco quase perdermos o voo para Florianópolis. Confesso que deu um pouco de medo afinal nunca tinha saído do Brasil, mas no fim deu tudo certo e já estamos planejando a próxima viagem. Aqui no Viajar é Vida fizemos revelações sobre a primeira viagem internacional e agora temos um pedido. Estamos em dúvida entre África do Sul e Everest, o que vocês sugerem?


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