7 melhores atrações para viajar sozinho a Malta

Pela minha experiência recém-vivida, o bom mesmo é conhecer este país/ilha com amigos para momentos de diversão, bem no clima praiano. Mas como nem sempre isso é possível, apresento agora 7 melhores atrações para viajar sozinho a Malta.

Estive no simpático país europeu localizado ao Sul da Itália, bem no meio do Mar Mediterrâneo, em novembro de 2019. Estava em meus planos estudar por lá alguma vez na vida, para aperfeiçoar o inglês. Não deu certo esse plano ainda, porém, não queria esperar mais para conhecer de perto a cultura local mediterrânea. Viajei sozinho mesmo, aproveitando que estaria na Europa em férias.

O território de Malta tem apenas 316 km², abrangendo 3 ilhas, sendo um dos menores países da Europa. É o que tem a maior densidade demográfica do continente, tendo em vista a quantidade de habitantes vivendo nesta pequena área. A capital é Valeta e a maior cidade é Birkirkara. Apesar de o Maltês ser a língua nacional, o inglês acaba sendo o idioma co-oficial.

A ilha teve uma importante participação histórica no desenvolvimento da Europa. Teve uma sucessão de potências (incluindo fenícios, romanos, árabes, mouros, normandos, aragoneses, a Espanha dos Habsburgos, os Cavaleiros de São João, franceses e britânicos) que  governaram a ilha. A independência do Reino Unido veio em 1964 e o registro de república chegou em 1974.

Estas explicações ajudam a entender melhor o território local e os 7 melhores atrações para viajar sozinho em Malta.

Valeta é um verdadeiro museu ao ar livre

A capital de Malta é também Patrimônio Mundial e literalmente um museu ao ar livre. Também conhecida como Il-Belt, Valeta possui edifícios do século 16 em diante, construídos durante o governo da Ordem de São João de Jerusalém, também conhecido como Cavaleiros Hospitaleiros. A cidade é essencialmente de caráter barroco, com elementos da arquitetura maneirista, neoclássica e moderna em áreas selecionadas, embora a Segunda Guerra Mundial tenha deixado grandes cicatrizes na cidade.

Valeta foi oficialmente reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco em 1980. A cidade recebeu o nome de Jean Parisot de la Valette, que conseguiu defender a ilha de uma invasão otomana em 1565. Passear por esta região é encontrar ruas movimentadas e poder desfrutrar de um panorama deslumbrante do Grand Harbour. O viajante conhecerá nesta região a Co-Catedral de São João, onde verá a pintura ‘A decapitação de São João Batista’, de Caravaggio, considerada uma das obras-primas do artista e a única pintura assinada pelo pintor.

Paisagem de tirar o fôlego em Blue Grotto

Viajar pela costa maltesa até chegar ao Blue Grotto é encher os olhos de uma paisagem incrível, única, bela e majestosa. Neste dia eu precisei ligar para duas amigas para compartilhar o prazer de estar lá. Como viajei sozinho, este foi o momento que mais precisei de companhia, para poder dividir tamanha beleza da natureza. A Gruta Azul (Blue Grotto) é na verdade uma série de cavernas marítimas na costa sul de Malta, a oeste do porto de Wied iz-Zurrieq e do outro lado da pequena ilhota deserta de Filfla.

Todos os dias, desde o nascer do sol até cerca das 13h, uma visão única pode ser observada aqui. A localização da caverna, combinada com a luz do sol, leva ao espelhamento da água, mostrando vários tons de azul. Várias cavernas refletem as cores fosforescentes brilhantes da flora subaquática; outras cavernas mostram um tom profundo de azul escuro. Se o tempo permitir, você pode fazer uma viagem de barco de 25 minutos pelas cavernas por um custo extra.

Dali segue para a vila de pescadores de Marsaxlokk, onde tem pescado fresco, além de outros produtos comuns na região como geleia de frutas, vinho, além de vegetais, lembranças e roupas.

Mergulho em águas azuis turquesa na Blue Lagoon

Se é água azulzinha que você quer, experimente o passeio até a Lagoa Azul (Blue Lagoon).  Navegamos diretamente para a Ilha de Comino, onde passamos o dia tomando sol, nadando nas águas cristalinas da Lagoa Azul, relaxando no barco ou deitado na praia. O barco fica ancorado na Lagoa Azul, para que você tenha pleno uso das instalações a bordo, como bar (servindo lanches e bebidas a preços razoáveis), chuveiros de água doce, snorkels e máscaras (pequena taxa aplicável), banheiro e ar-condicionado. Vale destacar que pela posição geográfica, Malta não tem Inverno típico europeu. Faz sol e calor praticamente durante o ano inteiro.

Medina é uma cidade medieval que já foi capital de Malta

Ao se dirigir para Medina (ou Mdina, como eles tratam aqui),  partindo da região de Sliema, você provavelmente passará antes pela cidade de Mosta. Inspirada no Panteão de Roma, a igreja no centro foi construída no século 18. Tornou-se conhecido em todo o país em 1942 quando, durante a Segunda Guerra Mundial, uma bomba solta não explodiu, poupando assim a vida de cerca de 300 pessoas. Esta igreja tem a terceira maior cúpula da Europa.

Em seguida, o viajante chega a Mdina, que já foi capital de Malta. A cidade medieval preservada e ainda com os muros de defesa, repousa no topo de uma colina, bem no centro da ilha. Mdina também é chamada de ‘A Cidade Silenciosa’ por causa de suas ruas estreitas e silenciosas e literalmente que emitem uma atmosfera pitoresca, mas muito acolhedora. Mdina não é apenas considerada uma das joias preciosas de Malta, mas esta antiga cidade murada é uma das melhores fortificações medievais. Você verá vistas incríveis de toda a paisagem maltesa. Em Mdina, tire um tempo para relaxar e aproveitar a região. Ainda faltam dicas das 7 melhores atrações para viajar sozinho a Malta.

Sliema tem diversidade gastronômica em Malta

Esta é a principal região costeira de Malta para quem curte comer, beber e se divertir. Viajar para cá é encontrar resorts, restaurantes, cafés, shoppings centers… A cozinha maltesa é nascida da relação de longa data entre malteses e espanhóis que têm governado o arquipélago. A fusão de sabores deu à cozinha de Malta um sabor distinto dentro da cozinha mediterrânea. Embora tenha muitos pratos originais, muitas receitas também têm uma forte influência da culinária italiana (especialmente da Sicília) e turca. Alguns pratos tipicamente malteses são o biz-fiir zejt, gbejniet, pastizzi e Ross il-Forn.

Sliema também é considerado o que tem maior e mais diversificado número de residências. Nos píeres de Sliema o viajante poderá pegar o ferry-boat para atravessar à outra ilha, onde fica boa parte da história de Malta.

Falésias gigantescas e jardins verdejantes de Malta

Localizado no coração da pitoresca Naxxar está um palácio datado do século 18 e merece ser explorado. Você descobrirá as complexas nuances da nobreza histórica de Malta e seu modo de vida. De lá, dá para seguir para os Jardins Buskett, localizados no vale fértil de Wied il-Luq. Os jardins estão no seu auge durante a primavera, mas oferecem sombra durante o Verão e tranquilidade para uma caminhada nos meses de Inverno. Aqui fica o Palácio de Verdala, uma residência oficial do Presidente de Malta. Aproveite uma pausa para conhecer e saborear o delicioso e tradicional “Pastizzi”.

A viagem não tem fim se você não seguir adiante até o Dingli Cliffs, localizada a menos de 1km a sudoeste da vila de Dingli. As falésias têm 220 metros de altura e são o ponto mais alto de Malta. Uma capela isolada torna o ambiente ainda mais chamativo. Foi construída no século 17, batizada de Capela de Santa Maria Madalena e oferece algumas das mais belas vistas que você pode obter dessas falésias.

As Três Cidades e o tour guiado nas vinícolas de Malta

As Três Cidades é uma descrição coletiva das cidades fortificadas de Cospicua, Vittoriosa e Senglea. Cospicua é uma cidade portuária e a maior das três. Vittoriosa está idealmente situada para ancoragem segura e, com o tempo, desenvolveu uma longa história com atividades marítimas, mercantis e militares. Antes do estabelecimento de Valletta como capital e principal cidade de Malta, os poderes militares que desejavam governar as ilhas maltesas precisariam obter o controle de Vittoriosa devido à sua posição significativa no Grand Harbour.

A terceira cidade de Senglea também é chamada Civitas Invicta, porque conseguiu resistir à invasão otomana no Grande Cerco de 1565. O nome Senglea foi dado pelo grande mestre que a construiu, Claude De La Sengle. A ilha em que Senglea se encontra foi unida por uma ponte terrestre para Cospicua durante o tempo dos Cavaleiros de São João e, como resultado, tornou-se de forma peninsular. Durante este passeio, você passeará pelas várias ruas estreitas sombreadas por muitas igrejas e edifícios históricos.

E como é comum no Mediterrâneo, você poderá conhecer as caves Marsovin, em Marsa. O tour de degustação de vinhos começa com uma introdução histórica, seguida de uma explicação sobre o processo de como as uvas cultivadas localmente são prensadas, fermentadas e eventualmente transformadas em vinho. Uma caminhada pelas “Adegas do Envelhecimento”, de 400 anos, é uma autêntica e verdadeira peça da herança maltesa. A amostragem de vinhos é realizada no bar de vinhos Marsovin, onde funcionários treinados orientam os hóspedes em uma sessão de degustação de vinhos para provar diferentes vinhos Marsovin, acompanhados por uma seleção de pratos locais, como pão e queijo maltês. No bar também é possível comprar vinhos locais Marsovin.

“7 melhores atrações para viajar sozinho a Malta”

A história de Malta

Malta está habitada desde cerca de 5.200 a.C., durante o Período Neolítico . Em tempos mais modernos, em 1798, Napoleão Bonaparte invadiu e tomou Malta. A Grã-Bretanha retomou seu controle em 1800, a partir da rendição do comandante francês, general Claude-Henri Belgrand de Vaubois. Dentre os interventores que contribuíram para o domínio britânico destaca-se Sir Alexander Ball, que veio a se tornar o primeiro governador inglês de Malta.

Em 1814, como parte do Tratado de Paris, Malta tornou-se oficialmente parte do Império Britânico. O país desempenhou um papel importante durante a Segunda Guerra Mundial devido à sua proximidade às linhas de navegação do Eixo e a coragem do seu povo, que resistiu ao assédio de alemães e italianos durante o cerco do arquipélago.

O arquipélago passou a ser autonomamente governado em 1947. Em 1955 Dom Mintoff tornou-se o primeiro-ministro. Embora Malta seja inteiramente independente desde 1964, os serviços britânicos permaneceram no país e mantiveram um controle total sobre os portos, aeroporto, correios, rádio e televisão. Em 1979, Malta rompeu a aliança com o Reino Unido e os britânicos evacuaram a sua base militar, pondo fim a 179 anos de presença na ilha.

Onde fica Malta?

Malta é um arquipélago no Mar Mediterrâneo Central, 93 km a sul da ilha italiana da Sicília, da qual se separa pelo Canal de Malta. Apenas as três maiores ilhas (Malta, Gozo e Comino) são habitadas. As ilhas do arquipélago foram formadas de pontos altos de uma ponte terrestre entre a Sicília e que se tornou isolada quando o nível do mar subiu após a última era glacial.

Malta produz apenas 20% das reservas alimentares que consome, tem recursos de água potável limitados e nenhuma fonte de energia doméstica. É uma economia de dependência externa e de importações, sendo que a manufatura eletrônica e têxtil, além do turismo são as suas principais fontes de rendimento.

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