Quatro destinos peruanos pouco conhecidos no Brasil

Para aumentar a visibilidade de alguns destinos turísticos do Peru  foram  anunciados quatro destinos peruanos pouco conhecidos no Brasil. A ideia é fazer com que até os próprios peruanos visitem estes locais, além de estimular a visitação externa. Quem fez o anúncio foi uma comissão governamental que responde pela divulgação do turismo na região de Cusco (este sim um local mundialmente reconhecido).

Batizada de #CuscoLovers (com hashtag para fazer bombar nas redes sociais também), os lugares são a Palccoyo (ou Cordilheira Arco-íris, graças à Montanha das Sete Cores; a Ponte Q’Eswachaka (famosa mais entre os mochileiros) e conhecida como “a última ponte Inca”; o Mirador (mirante) de Cónderes da Comunidade de Chonta e o Tres Cañones (cânions) de Suykutambo. O portal Mochileiros apresentou cada uma das novidades.

Palccoyo

Local rodeado de montanhas que impactam por seu magnetismo. Chamada também de ‘Cordilheira Arcoíris”, também segue a linha da já famosa Vinicunca, porém, de melhor acesso. Fica a apenas 120 quilômetros de Cusco.

Os passeios são feitos com guias autorizados que levam para uma caminhada de 45 min morro acima, subindo a 5 mil metros. Além das formações coloridas que lembram um arco-íris, também é possível avistar o pico nevado da montanha de Ausangate. Uma vez no topo, é possível avistar a montanha Vilcanote à frente. Embora cansativo, será necessário mais 30 minutos de caminhada para baixo, até onde estará o veículo de retorno para levar os visitantes novamente a Cusco.

Ponte Q’Eswachaka

A obra é uma homenagem à sabedoria inca e à engenharia andina, feita de enormes cordas produzidas à base de fibra vegetal sobre o Rio Apurímac. Se quiser ver de perto, marque a visita para junho, mês em que ocorre a renovação anual da ponte. Este é um rito ancestral declarado Patrimônio Cultural Material da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A ponte fica a 180 quilômetros de Cusco.

Essa tradição existe há mais de 600 anos e anualmente é destruída para a construção de uma nova. A obra inca integra o percurso que conecta cidades e vilas importantes desde a época do império. A declaração de Patrimônio da Humanidade foi em 2013.

Reza a lenda que apenas os homens podem trabalhar na construção da ponte, embora as mulheres participem indiretamente tecendo as cordas finas que serão usadas nas amarrações. Cada família contribui com uma parte da corda, tecidas à mão usando um tipo de capim resistente, conhecido localmente como qoya ichu.

Mirador de Cóndores de Chonta

Por ali é possível admirar o majestoso voo do condor andino, além de apreciar singulares sítios arqueológicos e paisagens incríveis a apenas 100 quilômetros de Cusco. Esta região é o santuário natural do condor andino, pássaro sagrado dos incas.

Trés Cañones de Suykutambo

Estes cânions é um dos destinos do Peru que poucos chegaram a conhecer. Além da impressionante geografia da região, ali você também poderá descobrir monumentos arqueológicos, distante cerca de 245 quilômetros de Cusco.

O complexo geológico de Tres Canyons é constituído por montanhas em cujos topos se erguem formações rochosas de aparência sobrenatural. E ao longo do dia, ao projetar suas sombras de acordo com a luz do sol, vão adquirindo várias formas, como mãos e animais mitológicos. A erosão formou três ruelas perfeitas com enormes falésias de terra vulcânica que se juntam em um enorme anfiteatro natural, onde os três córregos são cercados por florestas de queuñas e tholas, elementos que compõem uma paisagem realmente diferente.

Tres Cañones, como patrimônio cultural e natural, atualmente aguarda a aprovação do Governo Central para se tornar uma Área de Conservação Regional. Entretanto, já existe um movimento local que busca salvaguardar as fontes de água, bem como as florestas e fauna nativas. Outro objetivo é desenvolver atividades turísticas de maneira sustentável,

A região fica entre 3.500 e 5.000 metros de altitude e apresenta formações geológicas imponentes de origem vulcânica de 80 metros de altura que dão a aparência de florestas de pedra sem fim muito misteriosas. Vale destacar que um complexo arqueológico foi encontrado na área que, acredita-se, era a capital da nação K’ana durante a era Inca.


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