Um festival do arco-íris e apoio à diversidade na Pride Toronto

Quer respeito à diversidade? Canadá dá show neste quesito e se mostra mesmo como país de primeiro mundo que é! E neste final de semana, Toronto será palco de mais uma Pride Toronto LGBTQ+ (veja dicionário abaixo para entender a sigla aumentada), a maior do Canadá e uma das maiores do planeta. São esperadas mais de um milhão de pessoas.

A festa – que tem muito de luta e reforço dos direitos destas pessoas – é chamada de Pride Toronto (Orgulho Toronto) e reúne toda a comunidade. Mas quer mais destaque? As marcas todas trocam suas logos e utilizam a bandeira do arco-íris. E não é mero marketing. Ao contrário, a legislação é severa no Canadá, mas as pessoas também são abertas e aceitam com naturalidade as diferenças.

Correspondente do Passaporte Oficina na cidade, Renata Teixeira já esteve no evento no ano passado e se diz entusiasmada com o fato de o mês de junho inteiro ser dedicado ao tema. São dezenas de eventos paralelos espalhados pela cidade. Tem a Family Pride, a Trans Pride e diferentes festas em locais privados. “Toda a programação está no site oficial. A cidade inteira apoia o mês da diversidade e grandes empresas mudam a marca utilizando as cores do arco-íris que representa a bandeira da diversidade”, comenta Renata.

“Fui no ano passado e achei super tranquilo com muitas famílias e crianças”, destaca. É o perfil do morador de Toronto que desde cedo apresenta as diferenças aos pequenos para que eles cresçam sem preconceito e entendendo que o mundo é formado por pessoas diferentes. Durante a parada estão previstos vários carros alegóricos, música, dança e, claro, a celebração pelas conquistas e a necessidade de mostrar aos que ainda não entenderam a importância de conviver na sociedade e seus complexos jeitos de ser.

Outro fator relevante são os voluntários. Uma gama de pessoas, de diferentes idades, sexos e orientações sexuais participam, para que o evento seja ordeiro e com responsabilidades. “Eu mesma sou voluntária e percebo a quantidade de gente variada que está participando. Tudo aqui é diferente e respeitoso”, reforça.

 

Canadá sai à frente quando o assunto é casamento entre pessoas do mesmo sexo

 

Foi em 20 de julho de 2005 que o Canadá tornou-se o quarto país do mundo e o primeiro das Américas a dar legalidade ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Antes, ainda em 2003, algumas cortes jurídicas do país já haviam concedido autorização em oito das 10 províncias do país, além de um dos três territórios. Nestes dois anos, até a aprovação oficial federal, cerca de 3 mil casais já tinham se casado nestas áreas. É muito amor e respeito, né não?!

A lei é severa para quem não é tolerante

 

Você sabia que a legislação é bem severa para quem é homofóbico no Canadá? Por isso, alguns preconceituosos ficam quietos em vez de discriminar. Se não toleram, pelo menos respeitam. Vale destacar ainda que por ter acesso aos direitos civis, os LGBTQ+ se sentem mais amparados e seguros. E isso vale, por exemplo, nos processo de imigração. Ou de refugiados. E tem um monte de instituições (governamentais ou não) que dão suporte a jovens, trans ou moradores de rua que integram os LGBTQ+. Isso que é dar exemplo ao planeta.

 

Dicionário (colaboração Henrique Hokamura ao blog EducaHelp)

 

LGBTQ+ – a sigla passou a ser adotada por englobar também bissexuais, travestis e transexuais e trouxe o L, de lésbica, como letra inicial para destacar a desigualdade de gênero que também diferencia homossexuais femininas e masculinos. O Q é de Queer, do inglês algo diferente, que não corresponde aos modelos designados. E o sinal de + é para deixar claro que a sigla é aberta e todas as possibilidades são aceitas.

Travesti – pessoa que não se identifica com o gênero biológico e se veste e se comporta como pessoas de outro sexo.

Transexual – sente que sua anatomia não corresponde à sua identidade e tem um forte desejo de modificar o corpo, através da terapia hormonal e da cirurgia de redesignação sexual;

Transgênero – quer poder se expressar como o sexo oposto (usando roupas, por exemplo), mas não tem necessidade de modificar sua anatomia corporal.

 


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