Escolas estrangeiras mantêm serviços no Brasil de olho no mercado nacional de intercâmbio

A quantidade de brasileiros interessados em um período de estudos no Exterior tem estimulado as escolas estrangeiras a manter profissionais especificamente atentos a este público. Dados da Associação das Agências de Intercâmbio (Belta), mostram que em 2014, 234 mil pessoas carimbaram o passaporte para aprender ou aperfeiçoar outro idioma em terras estrangeiras. Número expressivo já percebido por diferentes escolas internacionais que se articulam contratando equipe de Marketing ou comercial para atuar juntamente a este público.
O Australian Institute of Professional Education (AIPE), com sede em Sydney, na Austrália, tem um divisão comercial e de Marketing que contempla ações para as Américas e Brasil. O profissional que cuida deste setor na escola é o brasileiro Alberto Vivekananda de Freitas, curitibano que há 15 anos vive em outros países. “Temos presença em todos os Estados brasileiros graças à parceria com agências de intercâmbio. Esse suporte ocorre desde o início dos planos para a viagem, até a estada do estudante aqui na escola”, reforça Freitas. Do total de estudantes nacionais, 90% escolhem estudar a Língua Inglesa, porém, pacotes de cursos semestrais de Inglês adicionados a um curso técnico como o de Negócios e o de Gerenciamento de Projetos têm sido um grande atrativo no mercado brasileiro nos últimos anos.
Sede da AIPE, Sydney, Austrália
Para Claudia Malachini, diretora da Kirra Intercâmbios, poder ter acesso facilitado às escolas, é um ponto importante para a confiança do estudante. “Geralmente ele se sente inseguro por ter que administrar algumas questões num idioma que ainda não tem o domínio e ter um profissional falando a mesma língua é um facilitador”, explica ela. A Kirra Intercâmbios, empresa criada por Cláudia após uma experiência como estudante na Austrália, mantém parceria com a AIPE, onde trabalha Freitas, mas também com outras em diferentes países. Como a Quest Language Studies, de Toronto, no Canadá.

Sede da Quest, Toronto, Canadá
Essa unidade educacional também mantém um profissional de olho no Brasil. Interessada na quantidade de brasileiros que buscam o país para aprender inglês ou francês (as duas são línguas oficias canadenses), a escola contratou uma pessoa que se mantém baseada no Brasil para fechamento de negócios. Cristina Martins tem reuniões presenciais em Toronto de duas a três vezes por ano, mas sua atividade é participar de feiras, eventos e palestras pelos diferentes Estados brasileiros para apresentar os detalhes da empreitada aos interessados em viajar. “Essa demanda tem sido muito grande”, ressalta. Segundo a Belta, o número de brasileiros que foi fazer algum curso no Exterior cresceu 600% em 10 anos. A pesquisa indicou que isso se deve principalmente ao aumento do poder de consumo da classe C. 

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